Agressão não é amor

Todos pelo fim da
violência contra mulher

O Estado de São Paulo tem grandes avanços no combate a diversos tipos de violência. Contudo, uma das formas mais difíceis de prevenir é aquela que acontece a portas fechadas, dentro de casa, entre homem e mulher.

Por isso, o Governo do Estado de São Paulo criou a campanha Agressão Não É Amor, que tem por objetivo conscientizar a sociedade de que quaisquer atos violentos contra mulheres são crimes que devem ser denunciados.

Além da agressão física, existem várias formas de violência contra a mulher e todas devem ser combatidas. Essa é uma bandeira que precisa ser levantada e compartilhada para que, cada vez mais, as pessoas entendam a importância de avisar as autoridades quando se depararem, no dia a dia, com crimes desta natureza.


Seu apoio é fundamental. Vamos viralizar esta campanha em nome do respeito e da valorização das mulheres. Compartilhe nosso vídeo com a hashtag #AgressaoNaoEAmor.

Mais Beijo, Menos Agressão

A experiência cotidiana dos profissionais que trabalham no atendimento às mulheres mostra que o número de agressões contra mulher aumenta em dias de jogo de futebol.
O fenômeno, já identificado por um estudo britânico, parece se repetir também no contexto brasileiro, embora ainda não existam pesquisas conclusivas a respeito.

"Pela minha experiência e pela vivencia das minhas colegas, posso afirmar que a violência doméstica aumenta, principalmente nos dias de clássicos nos finais de semana", diz a delegada Rose Corrêa, que chefiou por cinco anos a primeira Delegacia de Defesa da Mulher e atualmente é presidente do Conselho Estadual da Condição Feminina.

"É algo que já verificamos nas rotinas dos serviços de saúde e que afeta inclusive os adolescentes", diz a médica Albertina Duarte Takiuti, coordenadora de Políticas para a Mulher do Governo do Estado de São Paulo. "Num grupo recente que fizemos, com 100 entrevistas com adolescentes, 85% afirmaram conhecer pessoas e vítimas de violência em dias de jogos, o que é agravado, segundo eles, pelo uso de álcool e drogas."

Por este motivo, o ambiente escolhido para a criação da campanha foi um estádio de futebol. O filme da campanha “Agressão não é amor” usa a clássica “câmera do beijo”, que mostra casais nos telões dos estádios e os convida a se beijarem. A surpresa acontece quando um dos casais surge brigando no telão. Outros casais aleatórios se beijam e o casal protagonista aparece novamente discutindo até que o rapaz agride a mulher. Neste momento, surge a mensagem:

"Agressão não é amor. Violência contra
mulher é crime. Denuncie"

Mais Beijo, Menos Agressão

Agressão não é amor

O Governo do Estado de São Paulo tem uma série de políticas de enfrentamento à violência contra mulheres. Elas são realizadas por órgãos ligados à Secretaria da Segurança Pública, Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, Secretaria da Saúde e Secretaria do Desenvolvimento Social.

Desde maio, a Secretaria da Segurança Pública faz parte do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica (Gevid), criado pelo Ministério Público para aprimorar o combate a esse tipo de crime.

O empenho do Estado de São Paulo no combate à violência contra a mulher é comprovado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em estudo realizado em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança. Segundo a pesquisa, o Estado teve a maior diminuição no número de homicídios de mulheres no período de dez anos (de 2004 a 2014). A queda foi de 29,3%, fazendo com que alcançássemos a menor taxa do país – 2,7 homicídios por grupo de 100 mil mulheres.

Mais Beijo, Menos Agressão

O Estado de São Paulo foi o primeiro do país a criar uma delegacia toda voltada ao atendimento exclusivo de mulheres vítimas de violência. Em 1985, há 31 anos, foi inaugurada na capital a primeira Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), na Sé.

Hoje, temos à disposição a maior estrutura policial do Brasil voltada ao atendimento especializado, com 35,8% de todas as DDMs do país. São 132 delegacias espalhadas por todas as regiões do estado - 9 na capital, 16 na Região Metropolitana de São Paulo e o restante no litoral e interior. Além disso, denuncias de violência contra a mulher podem ser feitas em qualquer delegacia do Estado de São Paulo ou mesmo pelo Disque Denúncia (181).

As delegadas de polícia que trabalham nas DDMs participam de cursos e fóruns promovidos por órgãos governamentais e entidades particulares envolvidos no enfrentamento da violência doméstica. As DDMs também estão articuladas com os Juizados Especiais de Violência Doméstica e Familiar, do Ministério Público, Defensoria Pública, prefeituras municipais, Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e Centro de Referência de Assistência Social (CRAs). A necessidade de integração entre os componentes da rede de apoio é fundamental para prevenir e, consequentemente, reduzir crimes domésticos e de gênero.

Desde dezembro de 2011, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo passou a disponibilizar em seu site (www.ssp.sp.gov.br) as estatísticas dos crimes de violência contra as mulheres - em especial, os previstos nos artigos 5º, 6º e 7º da Lei Maria da Penha -, incluindo os casos de homicídios de autoria conhecida praticados no âmbito doméstico.

Além das medidas protetivas de urgência que são inseridas nos sistemas de informações da Secretaria da Segurança Pública, consta também uma notificação no cadastro do RG do autor do crime, junto ao Instituto de Identificação da Polícia Civil, o que facilita a prevenção de novos casos de violência.

Os CREAS (Centros de Referência Especializado de Assistência Social) e os CRAS (Centros de Referência de Assistência Social) são equipamentos públicos que oferecem atendimento social e psicológico à mulheres vítimas de violência (CREAS) ou à mulheres que não sofreram agressão, mas que vivem em situação de risco (CRAS) – em caso de ameaça, por exemplo a mulher pode procurar uma unidade do CRAS mais próximo.

Os espaços oferecem atendimento especializado de orientação e de apoio à vítima e a sua família.

Confira a relação das unidades dos CREAS e dos CRAS

O Programa Bem-me-quer foi criado para dar atenção e atendimento especializado às mulheres vítimas de violência sexual.

Assim que elas chegam a uma delegacia de polícia, são levadas ao Centro de Referência de Saúde da Mulher (CRSM) do Hospital Pérola Byington, onde são atendidas por equipes multidisciplinares compostas por médicos, policiais e psicólogos.

As situações de violência sexual que necessitam de atendimento de emergência recebem atenção no Serviço de Pronto Atendimento da instituição, disponível 24 horas. Não é necessário apresentar encaminhamento de outro serviço de saúde ou Boletim de Ocorrência Policial para receber atendimento.

Criado em julho de 1998, o Cravi (Centro de Referência de Apoio à Vítima) é um serviço prestado pela Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, que ajuda as vitimas e familiares a superarem traumas decorrentes da violência. A mulher é recebida por uma equipe de aconselhamento que dá suporte psicológico e também presta orientação jurídica e direcionamento aos serviços públicos. Entre os parceiros, estão o Tribunal de Justiça do Estado, a Defensoria Pública e o Ministério Público. Para utilizar os serviços do Cravi, as pessoas devem se dirigir ao Fórum Criminal da Barra Funda ou às unidades do programa existentes na Baixada Santista, Guarulhos e Região do ABCD.

Confira a relação das unidades do Cravi


Violência contra a mulher é crime



DENUNCIE

ligue 181 ou clique aqui e encontre uma delegacia de proteção a Mulher.

 

Agressão não é amor

TODOS JUNTOS PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER.